terça-feira, 14 de outubro de 2008

Comida de buteco

Buchada de bode

As vísceras do bode devem ser lavadas, aferventadas, cortadas, temperadas e cozidas durante horas no próprio bucho (estômago) do animal. Prato típico do Rio Grande do Norte.

Ingredientes

1 buchada grande
1 colher (sopa) de tempero seco
1 molho de coentro
1/2 xícara de azeite de boa qualidade ou 200 g de toucinho cortado em cubinhos bem pequenos
2 cebolas grandes
2 colheres (sopa) de colorau
2 colheres (sopa) de sal
2 pimentões grandes
3 colheres (sopa) de vinagre ou suco de limão
6 limões grandes
8 dentes de alho amassados

Preparo

- Antes de colocar os temperos, deve-se lavar bem a buchada em água corrente.
- Em seguida, colocar o suco de limão, misturar bem e levar ao fogo para escaldar um pouco.
- Não deixar cozinhar de mais para não endurecer o saquinho.
- Depois da fervura retire do fogo, limpe bem raspando com uma faca.
- Retirar alguns resíduos restantes e a pele da língua.
- Quando terminar, corte bem picadinho e então coloque todos os temperos.
- Ponha em uma bacia grande e jogue as vísceras misturando bem.
- Deixar tomar os temperos por algumas horas.
- Depois costure o saquinho até a metade, deixando uma abertura para encher.
- Quando terminar de encher feche-o costurando com uma agulha e linha.
- Estando os saquinhos todos prontos, leve-os ao fogo em uma panela grande com água, o suficiente para cozinhar.
- Não esquecendo de colocar o mocotó e o restante de algumas vísceras que por ventura tenham ficado.
- Porções: 6 a 8

A lei é dura, mas é a lei!

Sentença judicial de 1833 (com a grafia da época)

Como se tratava o estupro em 1833. Leia e veja porque havia menos estupros naquele tempo...

SENTENÇA JUDICIAL DATADA DE 1833

PROVÍNCIA DE SERGIPE

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.

CONSIDERO:

QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ela e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar , porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;

QUE Manoel Duda é um sujeito perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.

CONDENO:

O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.

Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.

Manoel Fernandes dos Santos
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe, 15 de Outubro de 1833.

Fonte: Instituto Histórico de Alagoas

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