Luxemburgo não vem mais: uma boa notícia
Diogo Olivier, colunista online
diogo.olivier@zerohora.com.br
Que grande notícia para o Inter. Wanderley Luxemburgo não vem mais. É o que garante Gilmar Veloz, um dos empresários mais respeitados do país. Então, o Beira-Rio está livre de confusão e arrogâncias em 2010. Para tentar o bi da Libertadores, nada melhor do que paz e harmonia. Não tenho nada contra Luxemburgo.
Vou além: aí está um homem que entende de futebol como poucos no mundo. Não fosse assim jamais teria conquistado tantos títulos ou seria lembrado para a Seleção Brasileira e Real Madrid. Mas este Luxemburgo supercampeão não existe mais. É passado.
O Luxemburgo do presente é um técnico que foi mal no Palmeiras, mesmo com todo o dinheiro da Traffic à disposição. Bastou ele sair do Parque Antártica que as vitórias voltaram. Depois, foi para o Santos. Faltou pouco para não lutar contra o rebaixamento.
Enquanto isso, o que Luxemburgo fazia? Concedia entrevistas. Sobre tudo: calendário, renovação de jogadores, Seleção, Comissão Nacional de Arbitragem, o andamento do campeonato, quem vai para a Libertadores, quem cai, física quântica, semiótica e fissão nuclear.
O ex-futuro técnico do Inter versava sobre todo e qualquer assunto como se autoridade fosse. Falava sobre si mesmo, sobre os outros, sobre como faria se estivesse no lugar dos outros. Antes de Mário Sérgio, o Inter o sondou em sigilo, mas ele trombeteou o convite para os quatro cantos. Deselegância, para dizer o mínimo.
Se viesse mesmo para o Beira-Rio, Luxemburgo traria na bagagem excesso de peso de conflitos. Como haverá muitas viagens em 2010, a cota iria aumentar. Fábio Mahseredjian, um profissional de Seleção Brasileira, recusou-se a trabalhar com ele e Antônio Melo, seu homem forte da preparação física.
Poderia citar uns quatro treinadores, todos conhecidos, que não se sentariam à mesa com o ex-futuro técnico do Inter. Luxemburgo não é exatamente um profissional que semeie carinho e compreensão por onde passa. Depois de um ano como o de 2009, tão conturbado no vestiário e fora dele, tudo o que o Inter não precisa é de um comando que atraia mal-estar e confusão.
E o Luxemburgo de hoje, sem as vitórias que lhe serviam de álibi, é isso. Não sei quem será o técnico do Inter. Mas já sei que será uma opção melhor do que Luxemburgo.
Diogo Olivier, colunista online
diogo.olivier@zerohora.com.br
Que grande notícia para o Inter. Wanderley Luxemburgo não vem mais. É o que garante Gilmar Veloz, um dos empresários mais respeitados do país. Então, o Beira-Rio está livre de confusão e arrogâncias em 2010. Para tentar o bi da Libertadores, nada melhor do que paz e harmonia. Não tenho nada contra Luxemburgo.
Vou além: aí está um homem que entende de futebol como poucos no mundo. Não fosse assim jamais teria conquistado tantos títulos ou seria lembrado para a Seleção Brasileira e Real Madrid. Mas este Luxemburgo supercampeão não existe mais. É passado.
O Luxemburgo do presente é um técnico que foi mal no Palmeiras, mesmo com todo o dinheiro da Traffic à disposição. Bastou ele sair do Parque Antártica que as vitórias voltaram. Depois, foi para o Santos. Faltou pouco para não lutar contra o rebaixamento.
Enquanto isso, o que Luxemburgo fazia? Concedia entrevistas. Sobre tudo: calendário, renovação de jogadores, Seleção, Comissão Nacional de Arbitragem, o andamento do campeonato, quem vai para a Libertadores, quem cai, física quântica, semiótica e fissão nuclear.
O ex-futuro técnico do Inter versava sobre todo e qualquer assunto como se autoridade fosse. Falava sobre si mesmo, sobre os outros, sobre como faria se estivesse no lugar dos outros. Antes de Mário Sérgio, o Inter o sondou em sigilo, mas ele trombeteou o convite para os quatro cantos. Deselegância, para dizer o mínimo.
Se viesse mesmo para o Beira-Rio, Luxemburgo traria na bagagem excesso de peso de conflitos. Como haverá muitas viagens em 2010, a cota iria aumentar. Fábio Mahseredjian, um profissional de Seleção Brasileira, recusou-se a trabalhar com ele e Antônio Melo, seu homem forte da preparação física.
Poderia citar uns quatro treinadores, todos conhecidos, que não se sentariam à mesa com o ex-futuro técnico do Inter. Luxemburgo não é exatamente um profissional que semeie carinho e compreensão por onde passa. Depois de um ano como o de 2009, tão conturbado no vestiário e fora dele, tudo o que o Inter não precisa é de um comando que atraia mal-estar e confusão.
E o Luxemburgo de hoje, sem as vitórias que lhe serviam de álibi, é isso. Não sei quem será o técnico do Inter. Mas já sei que será uma opção melhor do que Luxemburgo.




Esteve em Sobradinho semana passada o amigo José Carlos de Miranda, o popular Bahia, que veio acompanhar o seu filho Charles, que prestou exame vestibular em uma faculdade na cidade de Goiânia. Bahia, depois que se aposentou do Banco do Brasil, onde trabalhou por mais de 30 anos mudou residência para a cidade de Jacobina (BA), onde residem seus familiares.


















